CORUCHE ACOLHE DEBATE TÉCNICO SOBRE O FUTURO DA ÁGUA

CORUCHE ACOLHE DEBATE TÉCNICO SOBRE O FUTURO DA ÁGUA

Conselho de Região Hidrográfica do Tejo e Oeste reuniu no Observatório da Cortiça

Meia centena de conselheiros em representação das principais entidades do Ribatejo e Oeste e mais de uma dezena de convidados debateram o futuro da água perante as ameaças das alterações climáticas e das inundações.

A oitava reunião do Conselho de Região Hidrográfica do Tejo e Oeste decorreu na tarde de quarta-feira no Observatório da Cortiça em Coruche a convite da Câmara Municipal de Coruche, Federação Nacional de Regantes e Águas do Ribatejo.

A jornada de trabalho contou com a presença do vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado; o administrador da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste, Ilídio José Loução, com as respetivas equipas e de um conjunto de sete dezenas de investigadores, gestores, autarcas e técnicos dos setores do ambiente e agricultura.

O vice-presidente da APA, Pimenta Machado garantiu empenho e celeridade na resolução de alguns processos apresentados pela Federação Nacional dos Regantes, municípios, entidades gestoras da água, EDP e Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Na abertura dos trabalhos, Francisco Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche alertou para a distância que há que vencer entre Lisboa e os municípios do interior onde os problemas ambientais também se fazem sentir. O autarca frisou o problema dos jacintos que cobrem por completo algumas massas de água com prejuízos para os agricultores, pescadores e utilizadores do rio para fins lúdicos.

Francisco Oliveira considerou que temos excelentes planos gerais e setoriais, mas “há uma enorme dificuldade em colocar em prática o que se escreve”.

O edil reforçou a necessidade de agir em vez de reagir. “É preciso passar à ação e resolver os problemas com que nos debatemos, antevendo soluções para os fenómenos anunciados”, referiu.

O autarca e administrador da Águas do Ribatejo, revelou também preocupação com o estado dos recursos aquíferos onde é feita a captação da água para abastecimento. “A AR está a captar água a 300 metros de profundidade para não correr riscos dada a enorme saturação dos recursos aquíferos subterrâneos”, evidenciou.

O Presidente da Federação Nacional de Regantes, José Núncio fez uma apresentação sobre os Desafios para a Agricultura na Região do Tejo no contexto das Alterações Climáticas e pediu a colaboração da APA na gestão eficiente da água.