CEM ZONAS DE MEDIÇÃO PARA COMBATER PERDAS DE ÁGUA

28 de julho de 2020

CEM ZONAS DE MEDIÇÃO PARA COMBATER PERDAS DE ÁGUA

AR INVESTE MEIO MILHÃO DE EUROS EM DISPOSITIVOS DE CONTROLO

Neste momento estão implementadas 55 Zonas de Medição e Controlo ZMC no universo da ÁGUAS DO RIBATEJO mas no final deste ano serão 100 os locais onde será efetuada a medição de caudais na rede de abastecimento de água gerida pela empresa intermunicipal.

 

As ZMC estão associadas ao sistema de telegestão que permite acesso à informação real sobre o estado dos reservatórios e da quantidade de água armazenada. Através de tecnologias que enviam informação remotamente, os operadores e técnicos da AR recebem alertas na hora para as perdas de água, seja por rotura ou utilização anómala, e consequentes reduções dos volumes de água armazenada.

Desta forma as equipas de deteção de fugas conseguem atuar de imediato e localizar os locais de perda antes destas se tornarem visíveis na via publica e minorando de forma significativa o desperdício de água e o consequente efluente a encaminhar para as ETAR.

O investimento em ZMC é superior a meio milhão de euros, suportado por capitais próprios da AR e fundos comunitários, a que se junta o custo das substituições e reabilitações de captações, reservatórios, estações elevatórias e redes mais antigas e debilitadas. O plano de trabalhos da AR prevê que no final de 2024 existam 132 ZMC no universo dos sete municípios que integram a AR.

A Zona de Medição e Controlo ZMC permite desenvolver tarefas de quantificação, identificação e a consequente retificação de situações anómalas. A medição e análise dos caudais, principalmente noturnos, são essenciais para estimar o volume de perdas reais e identificar o aparecimento de novas fugas e de consumos não autorizados.

Segundo Francisco Oliveira, Presidente da AR, o objetivo é reduzir as perdas de água que neste momento ainda rondam 30% da água tratada para consumo humano. “É prioritário este combate às perdas, não é aceitável continuar a tratar água que não é usada para consumo humano com custos financeiros e ambientais significativos”, refere o autarca.

Em 2009, quando a AR assumiu a gestão dos sistemas, as perdas eram superiores a 50% em alguns concelhos. Em 10 anos foi possível reduzir para 30%, mas o objetivo é chegar aos 20% após a conclusão dos investimentos em curso e previstos.

“As nossas equipas e os parceiros externos estão empenhados neste desafio e contamos com a colaboração dos municípios, freguesias, instituições e da sociedade civil nesta luta. É importante reforçar a ideia de que a água é de todos, e todos somos responsáveis pela sua boa gestão”, refere Francisco Oliveira, que é também Presidente da Câmara Municipal de Coruche e Presidente da Assembleia Geral da APDA Associação Portuguesa para a Distribuição e Drenagem de Águas, a maior associação do setor do abastecimento de água e saneamento em Portugal.

Segundo Francisco Oliveira é indispensável reduzir o desperdício de água, não só com ações de consumo racional para a sustentabilidade dos recursos hídricos, como através da eficiência, nomeadamente na deteção e prevenção de fugas de água da rede pública. A redução do volume de água captada nos aquíferos da região permitirá reduzir a pegada hídrica, mas também uma redução significativa de energia consumida e dos impactos financeiros e ambientais.