Águas do Ribatejo quer impedir a entrada de privados e duplicar capital social

4 de abril de 2018

Águas do Ribatejo quer impedir a entrada de privados e duplicar capital social

Proposta será submetida às câmaras e assembleias municipais para aprovação dos novos estatutos

A Assembleia Geral da Águas do Ribatejo EM, SA aprovou por unanimidade a proposta de metodologia para alteração dos estatutos e duplicação do capital social para mais de 13,7 milhões de euros mantendo as percentagens de participação de cada município.

Na reunião realizada no dia 28 de março, na sede da AR, os sete municípios aprovaram também o relatório de gestão e contas de 2017 cujo exercício terminou com um resultado líquido de 2.166.172 euros.

Os sete presidentes de câmara definiram os passos a dar no processo de alteração dos estatutos e aumento de capital. As propostas serão remetidas aos executivos que as submetem à apreciação das assembleias municipais.

Após a apreciação e a aprovação nas sete assembleias, a proposta final será submetida à Assembleia Geral da AR.

“Este é o momento de garantirmos que a Águas do Ribatejo será uma empresa de capitais exclusivos dos municípios reforçando um modelo de gestão adequado para um serviço público imprescindível para as 150 mil pessoas que vivem nos sete concelhos”, explica o
Presidente da Assembleia Geral da AR, Pedro Ribeiro, que representa o Município de Almeirim.

Pedro Ribeiro defende a alteração dos estatutos desde a sua entrada nos órgãos sociais da AR por entender que a entrada de privados iria alterar o modelo de gestão, com um reforço da vertente empresarial, com prejuízos para os munícipes.

A assembleia geral fixou também que será necessária uma maioria de três quartos dos votos para alterar os estatutos ou dissolver a sociedade.

Os sete acionistas acordaram ainda que a duração do mandato dos órgãos sociais da AR será de quatro anos. Todos os representantes exercem funções sem remuneração ou qualquer senha de presença como acontece desde a entrada em funcionamento da empresa.

Francisco Oliveira, presidente do conselho de administração, em representação do concelho de Coruche, congratula-se com os consensos obtidos na assembleia e realça os bons indicadores evidenciados no relatório de gestão e contas.

“Apresentamos um resultado muito interessante com um aumento de 6,4% no volume de negócios e de 36% no resultado líquido com 2,1 ME, ou seja, mais 574.000 euros em relação a 2016. Estes resultados são excelentes num ano em que fizemos investimentos significativos e em que mantivemos um tarifário socialmente justo”, adianta o presidente da AR. “A situação financeira da AR permite encarar o futuro com algum otimismo, relativamente a novos investimentos”, conclui Francisco Oliveira.

No quadro da operacionalidade, Francisco Oliveira destaca a redução das perdas de água reais para 28% e a manutenção dos indicadores de qualidade no abastecimento de água e no tratamento de águas residuais muito perto dos 100%.

“Estes indicadores resultam da qualidade do trabalho dos nossos colaboradores e dos parceiros que diariamente trabalham connosco para garantir serviços de qualidade”, reforça o Presidente da AR.

A AR tem vindo a reforçar a proximidade promovendo ações junto dos clientes e utilizadores e disponibilizando novas ferramentas nas unidades de atendimento e no balcão digital que facilitam os contactos com a empresa e melhoram a celeridade nas respostas.

Todas as reclamações tiveram resposta dentro do prazo legal e num prazo médio de 12 dias. A maioria das observações dos clientes e munícipes versa a repavimentação de pavimentos após as intervenções, obras que pela sua natureza sofrem constrangimentos devido a fatores como o estado do tempo ou o período de consolidação dos materiais e a afetação das equipas externas por parte dos prestadores de serviços.

No plano dos investimentos, estão concretizados 120 Milhões de Euros desde 2009 e estão em curso obras de valor superior a 20 Milhões de euros nos vários concelhos.

O Presidente da AR destaca o elevado esforço exigido à empresa na empreitada da ETAR e emissário de Samora Correia onde a AR vai investir 3,8 ME de capitais próprios dado que apenas foi garantido um financiamento comunitário de 850.000 euros por via do POSEUR/PORTUGAL 2020.

A Assembleia Geral manifestou preocupação com o estado de seca extrema vivido recentemente e com a probabilidade de existirem constrangimentos no abastecimento de água durante um Verão que se prevê muito quente e seco. Os presidentes deram luz verde ao reforço das campanhas de sensibilização nas escolas, instituições e na comunicação social para o uso eficiente da água e para o combate ao desperdício.

Juntos, Estamos a Construir o Futuro!